Decisões judiciais responsabilizam o fumante por todas as conseqüências do vício para sua saúde em ações movidas contra os fabricantes de cigarro.
Dois argumentos freqüentemente encontrados nessas decisões são o livre arbítrio para começar a fumar e o de que o tabagismo não pode ser considerado vício, pois, segundo os juízes, muitas pessoas conseguem abandonar o cigarro sem auxílio externo. Aqui, as provas científicas produzidas nos últimos 50 anos sobre o potencial de dependência da nicotina parecem ser ignoradas.
A pesquisa da Aliança para o Controle do Tabagismo (ACT) constata que a Justiça tem negado aos autores das ações o direito de produzir provas, impedindo aos fumantes e suas famílias a possibilidade de estabelecer a relação de causa entre a doença que desenvolveram e o fumo.
Fonte: "O Estado de São Paulo"
Link: http://txt.estado.com.br/editorias/2008/03/24/ger-1.93.7.20080324.1.1.xml
3 comentários:
Acho a comparação com as decisões dos EUA tola (cada país tem suas leis e os juízes decidem o que acham certo para cada caso). O que eu concordo é que todos tem o livre arbítrio para começar a fumar e, mesmo sendo difícil (pois há a dependência química e de hábito, aquele de sempre levar o cigarro à boca), muitas pessoas já abandonaram o vício sem o auxílio externo. Além do que com todas as informações disponíveis (até mesmo nas próprias caixinhas de cigarro), todos sabem e assumem os riscos que o cigarro representa à saúde.
Também não acho justo culpar as empresas por tentar influenciar as pessoas a fumar, pois isso é querer culpá-las de fazer propaganda do seu produto, de lucrar.
E nem existe aqui no Brasil muita propaganda influenciando o fumo! Só as encontramos nos locais aonde vende cigarros! Eu acho que não é possível alguém hoje em dia ainda dizer não sabia dos riscos que corria quando começou a fumar!!
Postar um comentário