20 de jun. de 2008

A biblioteca do pedreiro

achei muito legal!


A biblioteca do pedreiro
Por Francisco Chagas

Desde que salvou do lixo algumas dezenas de livros, descartados por uma viúva, o pedreiro Evando dos Santos faz da literatura uma causa. Dez anos depois, mais de 40 mil livros entopem sua varanda, sala, cozinha, quarto – e sua casa virou a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Meneses, em Vila da Penha, zona norte do Rio. Seu sonho de construir um prédio moderno para a biblioteca acabou conquistando adeptos. O centenário arquiteto Oscar Niemeyer fez o projeto, o BNDES financiou a construção e o prédio está pronto. O acervo tem de didáticos a raridades, como um Sobrados e Mocambos, de Gilberto Freyre (de 1958), ou um Estudos Alemães, de Tobias Barreto (de 1888), “marco do realismo brasileiro”, ensina. “Dê o livro para um brasileiro pegar, cheirar, sentir, e verá como ele se apaixona.”

Evando mudou-se de Sergipe para o Rio aos 16 anos. Analfabeto, tomou contato com as letras por intermédio do conterrâneo Dernival Pereira, colega mais velho de obra, que no horário de almoço lia e explicava obras de Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Shakespeare. “Sou eternamente grato”, diz. A predileção é pela obra de Tobias Barreto (1839-1889), filósofo e poeta sergipano, patrono da cadeira número 38 da Academia Brasileira de Letras. Evando sonha agora em ativar ali também uma faculdade. Só não tem, ainda, de onde tirar os cerca de 4 mil reais mensais que acredita bastarem para a manutenção da instituição. Para oferecer cursos de literatura, inglês, italiano, fotografia, latim, espanhol e tupi-guarani, conta com voluntários. E que vingue uma campanha para receber doações.



Fonte: Revista do Brasil

5 comentários:

Carlão disse...

eu ja tinha visto isso.... legl a iniciativa....

Anônimo disse...

De acordo com a norma culta da língua portuguesa escreve-se "legal", com um "a", LETRA "A".
A palavra "eu" deveria conter um "e" em caixa alta. "Já" tem acento.

Anônimo disse...

E são apenas três pontos ("..."), não 75.

Noemi disse...

Nossa.....................haha
o importante aqui é discutir a reportagem e não os comentários!!

Adorei a matéria!!!!
E viva os LIVROS...

Bia disse...

O mais interessante é que essa iniciativa não é única nem isolada. Há várias histórias como essas. Uma delas é a da biblioteca de Paraisópólis, uma favela daqui de São Paulo, fundada por um garoto, criança mesmo. Há um TCC de uma ex-colega de vocês, a Marina Espin, formada pela primeira turma de jornalismo, em 2005, que levanta algumas dessas histórias -- o trabalho, para quem se intressar, está na biblioteca.